| No Brasil, a situação se reflete proporcionalmente, e dados divulgados em 2016 mostram que 3,3 milhões de jovens e crianças estavam trabalhando. Foto: Reprodução |
Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho – OIT sobre trabalho forçado no mundo aponta que cerca de 152 milhões de crianças foram vítimas de trabalho infantil em 2016. No Brasil, a situação se reflete proporcionalmente, e dados divulgados em 2016 mostram que 3,3 milhões de jovens e crianças estavam trabalhando.
A pesquisa revela ainda que 73 milhões de crianças no mundo estão em trabalho perigoso, apesar dos avanços, que mostraram uma redução de 94 milhões no número de crianças no trabalho infantil nos últimos 16 anos. De acordo com o documento, o cenário futuro é desalentador, já que a previsão é de que 121 milhões de crianças ainda estarão em trabalho infantil em 2025, dos quais 52 milhões em trabalho perigoso.
O relatório aponta ainda que 40 milhões de pessoas foram submetidas a alguma forma de exploração. Destas, cerca de 25 milhões estavam em trabalho forçado e 15 milhões em casamentos forçados, que é considerado um tipo de escravidão. Além disso, 6,5 milhões eram crianças quando casaram.
O problema também acontece em países desenvolvidos, com mulheres e meninas obrigadas a se casarem com homens estrangeiros por razões culturais, ou para garantir o acesso de outra pessoa no país. As estimativas mostram que as mulheres e meninas são as mais afetadas pela escravidão moderna, representando quase 29 milhões ou 71% do total. As mulheres representam 99% das vítimas do trabalho forçado na indústria do sexo e 84% das vítimas de casamentos forçados.
Para a OIT é hora de enfrentar o problema, pois ainda falta muito para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, que visa a erradicação da escravidão até 2025. Tudo indica que não será alcançado.
Trabalho infantil e trabalho escravo são pautas inerentes à Fiscalização do Trabalho, que por meio de ações de fiscalização, projetos e campanhas busca a total erradicação do mal que retira a infância das crianças e impede a formação de um futuro profissional qualificado.
Porém, o desmantelamento da Auditoria-Fiscal do Trabalho, com cortes orçamentários, quadros reduzidos devido à falta de concursos, e condições precárias de trabalho, mostra que não há interesse do governo em investir para mudar o cenário. Segundo a OIT seria necessário o esforço conjunto de governos para mudar o futuro.
Fonte: Andrea Bochi, do Sinait
26.9.17
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